sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Critérios de leitura para Mediadores




Imagem com o livro "O Urso com Música na Barriga"
Ilustrações Eva Furnari


Muitos professores que desejam ser mediadores de leitura literária, deparam-se com o seguinte questionamento: como selecionar as obras para realizar a leitura para os meus alunos? Realmente, essa escolha torna-se difícil quando não temos critério, ou seja,  as percepções norteadoras para a escolha,  isso transforma-se num "problema", visto que, desta forma qualquer coisa serve.
Para Abramovich (1997) antes de contar a história os professores devem aplicar os seguintes passo: pré-leitura do livro, leitura e pós-leitura. Todas estas etapas são essenciais, entretanto realizar a pré-leitura é basilar para que as restante etapas sejam bem sucedidas. Para a autora do livro "Literatura Infantil: Gostosuras e Bobices" já supra citada, a pré-leitura consiste em analisar o livro integralmente, começando pelo nome, autor, capa, editora, ilustrações, linguagem narrativa, faixa etária adequada ao público, e a escolha dos exemplares irá depender, dos gostos, ideologias,  do professor .
Como Mediadora de Leitura desde 2015, aplico estes passos e  posso afirmar que esta combinação de procedimentos irá contribuir para que o professor sinta-se seguro, domine a linguagem, saiba do que trata o texto, e simultaneamente consiga manter contato visual com os alunos durante a leitura, isso permite ao docente (mediador de leitura) perceber os efeitos nos leitores ouvinte (se causa espanto, admiração, alegria, as emoções transparecem a cada linha lida). Todas as impressões detectadas durante a leitura em voz alta, irá também viabilizar a pós-leitura, a manifestação das emoções irá oportunizar a conversa não só sobre o texto, mas sobre as expectativas, memórias, palpites, e impactos que aquela determinada obra causou nos  leitores/ouvintes. Este conjunto de ações, conduz ao gosto pela leitura, adequando a faixa etária ao público e adaptando as formas de como o professor irá ler, a frequência, e dinâmicas a serrem utilizadas, contribuindo para que o gosto pela leitura seja realizada sem percalços ou situações embaraçosa,  para que esta venha a consolidar-se no ambiente escolar, com alunos e professores engajados a través dos livros e das leituras literárias. 
Para Yolanda Reyes (2010) "os mediadores são aquelas pessoas que estendem pontes entre os livros e os leitores, ou seja, que criam condições para fazer com que seja possível que um livro e um leitor se encontrem", este agente irá apresentar o livro, e com ele o poder da literatura, da imaginação, das experiências não vividas mas interpretadas e experenciadas por meio dos personagens. Considero que ser mediador também é estar preparado, atento  para novas descobertas de leituras e livros e aberto ao compartilhamento de ideias e do vivido.

Livro : Literatura Infantil de Nelly Novaes Coelho.

Bibliografia
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: Gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 1997.
COELHO, Nelly Novaes. Literatura Infantil: teoria, análise, didática. São Paulo: Moderna, 2006.
REYES, Yolanda. Mediadores de Leitura. Glossario Ceale. Disponível em: <
https://ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/mediadores-de-leitura> Acesso 21 NOV 2025.

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

 

Bonjour!

Hoje indico o Livro "César Le Coq du Village" do escritor e ilustrador Philippe Dumas. É um livro de Literatura infantil, sugerido para crianças entre 6 e 10 anos. 
O livro contém humor inteligente, César é um Coq du vent ( galo do vento) ele fica no alto do Sino da igreja, e a sua função é anunciar o vento, mas um certo dia ele despenca, é então quando inicia a sua  grande aventura, pois os habitantes da cidade querem cozinha-lo, e  César foge das formas mais inesperadas.  Espero que gostem desta dica de leitura! Au revoir, à la Prochaine!




quinta-feira, 30 de junho de 2022

"Cordelivro"...conhece?

 
Literatura Infantil em Cordel.   
 "Branca de Neve" história recontada por Varneci Nascimento. 
Ilustrações: Andrea Ebert.

Durante a Pesquisa pelo imperioso Universo do Cordel deparei-me com a expressão "Cordelivro", esta deriva de uma fusão entre Cordel/livro, é uma palavra contemporânea, que nasce para acompanhar a evolução e adaptação que os folhetos vem recebendo ao longo do tempo. Pode-se perceber que além do formato estético, as xilogravuras também vem ganhando novas transposições, entretanto conservando suas particularidades, antes desenhos talhados em madeira e tinta preta, realizados artesanalmente, por mãos habilidosas dos Xilógrafos, trabalho minunsioso que exige destreza e criatividade; hoje recebe cores e também é possível  encontra-las na versão digital. Outro ponto relevante é a difusão da Literatura de Cordel, no passado estava mais concentrada no Norteste e Norte do país, os folhetos eram vendidos nas feiras populares, muitas vezes pelos próprios cordelistas, que utilizavam a oralidade para atrair leitores/ ouvintes. Atualmente divulgada não só em livrarias, feiras e bancas de revistas,  mas também por intermédio das mídias, sites, redes sociais (Instagram, Facebook) blogs, YouTube, etc,  engajados em anunciar, e popularizar ainda mais este gênero literário, rico em sua composição cultural e munido de bagagem histórica. A Literatura de Cordel é arte, cultura latente no Brasil, obteve o devido e muito esperado reconhecimento oficial, como Patrimônio Cultural Imaterial em 2018, recebendo a Certidão/Registro n° 17 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), configurando como "Bem Cultural[...] constituído pela tríade, rima, métrica e oração, bem como, suas ilustrações, [...]contribuindo para construção da identidade e formação da sociedade brasileira.[...]". (IPHAN,2018, p.2)
 Pode-se constatar que o Cordel do século XXI está mais vivo do que nunca, com suas particularidades e aspectos únicos, tem se reinventado sem perder a sua essência que é encantar, surpreender, e fascinar seus leitores, através de suas poesias, tornando-os frequentadores assíduos das emocionantes e belas narrativas. 
                                
 Imagem: Acervo Pessoal. 
Dia de Pesquisa na Biblioteca da Unipampa Santana do Livramento-RS 

Referências: 
Patrimônio Imaterial.Registro. Brasília:Ministério da Cultura/IPHAN. Disponível em:<http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1943> Acesso 1 Jul 2022.

segunda-feira, 13 de junho de 2022

Literatura de Cordel

                        Por: Nanin Loustau 
         Instagram: @cordel.infantil


Leandro Gomes de Barros nasceu em Pombal (Paraíba) em 1865, foi um cordelista renomado. 
"Não se sabe quem foi o primeiro autor a imprimir seus poemas, mas seguramente Leandro Gomes de Barros foi o responsável pelo início da publicação sistemática. Em folheto editado em 1907, ele afirmava escrever poemas desde 1889" (ABREU, Maria, 1999 p.91). A autora destaca que, no Nordeste no início do século XX,  a escola não era franqueada para todos, e sem a mediação entre escola, crítica literária, bibliotecas, os folhetos dependiam exclusivamente da receptividade do público, e naquele tempo guardavam-se os poemas na memória.
“Dentre os primeiros autores, ganharam evidência Francisco das Chagas Batista, que começou a publicar seus poemas em 1902, João Martins de Athayde em 1908 e o próprio Leandro Gomes de Barros.”(ABREU, 1999, p.98). 
No livro Histórias de Cordéis e Folhetos, a estudiosa, faz um panorama historiográfico da Literatura de Folheto, evidencia a influência portuguesa na Literatura de Cordel brasileira e compara as diferenças entre as duas.



Bibliografia
ABREU, Márcia. Histórias de Cordéis e Folhetos. Campinas, SP: Mercado das Letras; Associação de Leitura do Brasil, 1999. 


terça-feira, 26 de março de 2019

POR QUE ADOTAR A PRÁTICA DE LEITURA LITERÁRIA EM SALA DE AULA?


Por: Nanin Loustau Oyambure 

A literatura está presente em todas as esferas sociais, circunda-nos tanto de forma escrita, quanto de forma oralizada, fazendo parte do universo ficcional, adulto e infantil. Nas palavras de Antônio Cândido (1999, p.105) “a literatura corresponde à necessidade universal de dar forma à fantasia, inclusive (talvez sobretudo) a fim de compreender melhor a realidade”.
O autor afirma que o indivíduo tem necessidade profunda do imaginário, sendo indispensável o direito à literatura, para tanto, desassociar a prática da leitura literária em sala de aula, não propiciar a atmosfera para que os pequenos venham a adquirir o gosto pela leitura, não apresentar obras literárias e autores, é privar o aluno do direito à arte literária, ou seja; ao deleite, à fantasia, ao conhecimento, à fruição. A utilização da literatura deve ser percebida como uma ferramenta poderosa para proporcionar às crianças visão de mundo, o sociólogo e ensaísta Todorov (2009) argumenta que a literatura tem o poder de transformar e revelar ao leitor outras perspectivas de mundo; ademais de abastece-lo de imaginação, criatividade, criticidade, pois há um resgate emancipatório em sua essência.
 Para tanto, é mister que o professor, faça uma ruptura da elitização quanto ao acesso a literatura, ao ofertar aos seus educandos uma variedade de gêneros literários, bem como, os diversos gêneros textuais que circulam tanto no cotidiano escolar (educação formal) quanto no âmbito familiar (educação informal), entretanto, vale salientar que é dever da escola apresentar e disponibilizar o acesso a esse material.  A imersão ao universo letrado, através da leitura literária na infância, prepara melhor a criança para resolver problemas do cotidiano, conflitos internos, dando-lhe condições para administrá-los com equilíbrio, para (CANDIDO, 2011, p.177), “ A literatura confirma e nega, propõe e denuncia, apoia e combate, fornecendo a possibilidade de vivermos dialeticamente os problemas”, ou seja, podemos viver experiências inauditas, através de outrem, os personagens emprestam ao leitor os dilemas, os sofrimentos, a felicidade, isto é, vivo, sofro, amo, desejo, morro, de forma figurada, entretanto, o autor reconhece que a literatura não é inofensiva, por esse motivo os professores têm de selecionarem de forma criteriosa as obras que irão apresentar às crianças.
Os Parâmetros Curriculares da Língua Portuguesa, apontam que faz-se necessário dentro do âmbito educacional, a utilização do  “patrimônio cultural da infância”; ou seja, o livro, este acesso viabiliza o desenvolvimento intelectual da criança.
 O livro literário não pode ser tratado somente para fins pedagógicos, uma vez que é um produto artístico e cultural, e está para além de alfabetizar, o hábito da leitura é adquirido quando o professor, ou a família da criança, frequentam os livros com assiduidade, estimulando de forma agradável, convidando-os para a fruição literária.
 Entretanto, um dos recursos pedagógicos mais utilizados pelos professores em sala de aula após a leitura de alguma obra, é propor aos seus alunos que produzam textos a respeito do tema abordado na história, que causa muitas vezes enfado às crianças, afastando-as dos livros.
[...]Com isso, é possível afastar uma série de equívocos que costumam estar presentes na escola em relação aos textos literários, ou seja, tratá-los como expedientes para servir ao ensino das boas maneiras, dos hábitos de higiene, dos deveres do cidadão, dos tópicos gramaticais[...] (MEC, 1997, p.30).
Fazer uso da literatura somente para fins pedagógicos, causa muitas vezes o distanciamento das crianças com relação aos textos literários, tal estratégia pode vir a ser substituída por exemplo; por convites a visitas periódicas/assíduas à biblioteca da escola, para que primeiramente escolham um livro, e façam uma leitura silenciosa, após a leitura compartilharem com os colegas do que se tratava a história. Ou a dinâmica do “eu indico”, (combinado com a turma) que em um determinado dia da semana, durante a roda de conversa, o aluno que tivesse lido alguma história, conto, poesia, ou história em quadrinhos (HQ), indicasse a obra, o autor, para a classe, narrando alguns fatos interessantes, para aguçar a curiosidade dos colegas e fazê-los quer ler o livro.
A utilização dessas estratégias são aprazíveis, tanto para o professor quanto para os alunos, causando, interação entre as crianças, divertimento, troca de informações, eloquência, desinibição, não causando traumas ou aversões a leitura; o professor leitor, gera o hábito da leitura em seus alunos.
Fazer com que a criança, passe a evitar os livros, fazê-la desenvolver aversão à leitura literária, é voltar a concepção do século XVIII, na qual a sociedade da época, pensava para a classe popular a seguinte realidade: conforme afirma Zilberman (2003)
A criança burguesa deve ser preparada para assumir sua função dirigente, a criança pobre precisa ser amparada para converter-se em mão de obra. Em ambos os casos, a finalidade social é única, porém o treino recebido é personalizado: para liderar, o ser humano demanda unidade interior e saúde mental, enquanto do proletário, para cumprir sua missão, são exigidas confiança na classe dominante e saúde física. (ZILBERMAN, 2003, p.59).
A democratização da leitura, faz-se imprescindível para que ocorra uma interrupção da ideologia latente do século XVIII , e  seja viável a erradicação do analfabetismo literário.




Os professores e alunos de Macapá podem usufruir do acervo e espaço artístico que a Biblioteca Pública Profa. Elcy Lacerda oferece.






Fonte: Acervo Pessoal, 2016


BIBLIOGRAFIA
 PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. Lingua Portuguesa/ Secretaria da Educação Fundamental—Brasília: 144p. 1997.
CÂNDIDO, Antônio. Literatura, espelho da América? Remate de males, Campinas, p.105-113, 1999. Número especial. Disponível<http://revistas.iel.unicamp.br/index.php/remate/article/view/3563/300> Acesso 03  setembro 2017.
TODOROV, Tzvetan A literatura em Perigo. Rio de Janeiro: Difel, 2009.
ZILBERMAN, Regina.A Literatura Infantil na Escola. São Paulo: Global, 2013

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Meus livros preferidos de Literatura Infantil Nacionais e Internacionais


Por: Nanin Loustau

A leitura literária é essencial para um educador, resolvi elaborar uma lista, pensando nos professores que desejam propiciar aos seus alunos momentos deleitosos, estimulando o hábito pela leitura nas crianças.
 Os que elenco aqui, são formidáveis e encantam a um público diversificado; quanto aos critérios de escolha, para Góes (1991) não há como aquilatar uma obra literária, os critérios irão  desde a experiência, ideologia, valores, estilo, ilustrações, de cada leitor, a autora também sugere que os professores, consultem os bibliotecários,  pois estes tem contato direto com às crianças.
Outro ponto relevante é quanto a obra em si, desde a estrutura e aspecto estético, uma vez que,  crianças muito pequenas são leitores ouvintes, e costumam ler as imagens explicitadas nos livros, para tanto, é importante que se esteja atento à idade da criança,  e a indicação do livro, as editoras costumam definir na ficha catalográfica de cada obra, sendo Literatura Infantil ou Infanto-juvenil.
Alguns autores citados, convidam os leitores a complementarem, colaborarem com suas obras, suscitando a criatividade e imaginação dos pequenos leitores.
Imagem: Acervo Pessoal 2022

Vamos então aos meus livros preferidos,  nacionais e internacionais:
“LA PEOR SEÑORA DEL MUNDO” AMADÍS DE ANÍS, AMADÍS DE CODORNIZ”,  LA VIEJA QUE COMÍA GENTE, “A GOLPE DE CALCETIN do escritor mexicano Francisco Hinojosa
“OS PROBLEMAS DA FAMÍLIA GORGONZOLA”, “FELPO FILVA”, “FILÓ E MARIETA”, “LOLÓ BARNABÉ” “PANDOLFO BEREBA”, “UMBIGO INDISCRETO”, “DRUFS”, “LISTAS FABULOSAS”, “NÃO CONFUNDA”, “ASSIM ASSADO”,  todos da escritora e ilustradora Italo/Brasileira Eva Furnari.
“LIMELIQUES”,  “O GRANDE RABANETE”, “O CASO DO BOLINHO”, “STANISLAU”, “AS FORMIGAS”, “ O CASO DO VASO”, “ DEZ ÇACIZINHOS” da escritora russa TATIANA BELINKY.
O DRAGÃO DE WAWEL .de Anna Klacewicz e Leticia Wierzchowski. Lendas polonesas.
"DOS CAMARADAS", "EL GORRIÓN Y LAS GOLONDRINAS", "EL GATITO", "LA NIÑA Y LAS SETAS", "EL HUESO DE LA CIRUELA", "EL PAJARITO", "EL LEÓN Y EL PERRITO" contos para crianças, do escritor russo TOLSTÓI.
“O REIZINHO MANDÃO”, “O REI QUE NÃO SABIA DE NADA” escritora brasileira RUTH ROCHA.
“EL REINO DEL REVÉS” ,“EL MONO LISO”,” MANUELITA”, “EL PAÍS DE LA GEOMETRÍA”,“CUENTOPOS DE GULUBÚ” escritora Argentina  MARÍA ELENA WALSH.
“PAPAI É MEU”, “ATÉ AS PRINCESAS SOLTAM PÚM” do escritor ILAN BRENMAN
 “O NOIVADO DE EMÍLIA”, “AS REINAÇÕES DE NARIZINHO”,  “ O MUSEU DA EMÍLIA”, do escritor brasileiro, MONTEIRO LOBATO.
“QUEM SOLTOU O PUM? ” dos escritores brasileiros BLANDINA FRANCO E JOSÉ CARLOS LOLLO.
“CORDEL ÁFRICA”, CÉSAR  OBEID “SOU INDÍGENA E SOU CRIANÇA” dos escritores CÉSAR  OBEID E TAÍSA BORGES.
“O PATO A MORTE E A TULIPA” escritor alemão, WOLF ERLBRUCH
“PESCADORES DE SONHOS” escritora brasileira ANGELA DE CARVALHO.
“CURIAÚ: AS MARCAS DE UMA GERAÇÃO” escritor brasileiro SEBASTIÃO MENEZES.
“DRÔLE DE PIQUI-NIQUE”, “AU SECOUR WALDO!”, escritor AMERICANO HANS WILHELM.
OS LIVROS DE LITERATURA INFANTIL INCLUSIVA
"ERA UMA VEZ UM CONTO DE FADAS INCLUSIVO", "CHAPEUZINHO DA CADEIRINHA DE RODAS VERMELHA", os livros foram escritos por um fisioterapeura brasileiro, esta coletânea foi-me apresentada durante uma palestra na UFPEL (FAE) em 2015.


BIBLIOGRAFIA:
GÓES, Lúcia Pimentel. Introdução a literatura infantil e Juvenil. São Paulo: Pioneira, 1991.

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil - Gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 1997.

Disponível em : http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2012/10/contos-de-fadas-ganham-versao-inclusiva-em-livro-de-fisioterapeuta.html

Prelúdio à arte


Por: Nanin Loustau


A arte está para além do estético, é intrínseca, e veio para resgatar-nos da realidade hedionda.
A arte é um ensaio para a felicidade, iludindo os sentidos.
Ignorar a realidade é inúmeras vezes observar o mundo filosoficamente de forma artística.
Então submetemos a realidade a uma transformação, a uma representação do que gostaríamos que fosse, a embelezamos de acordo com nossas vontades e temperanças de desejos.
Os desejos projetam e promovem um acordo entre o belo e a realidade, por sua vez, é transformado em um outro fenômeno que leva ao raro, nos domínios da imaginação.
A arte é feroz e benevolente, e também existe para que seja contemplada pelo olhar de outrem, por aqueles que não conseguem ver beleza nas coisas do cotidiano, aqueles que não enxergam com os seus próprios olhos, então usam o olhar do artista para poder observar a beleza do que passa despercebido.













2017 e 2018
Imagens feitas em exposições realizadas na Escola de Artes Cândido Portinari
Imagens: Acervo pessoal.

domingo, 2 de dezembro de 2018

MA PETITE CHATTE NOIR


Por: Nanin Loustau

Ma petite chatte noir,  elle adore dormir sur mon lit.
Elle est très jolie et affectueuse.
Tous les jours elle se réveille à 6 heures et prend un bol du lait, mais aussi se réveille quand la personne va preparer un repas, ou lorsque nous préparons  quelque chose dans la cuisine.
 _Comprennent? Ma chatte est très intelligente.
Elle aime  beaucoup  voyager avec la famille, et se comporte très bien pendant les voyages.
Ma petite chatte noir, se lave trois fois par jour, et gratte les canapés, elle se régale, et s’agite en tous les sens, et saute de contente.

Onde aprendo Francês? 
No centro Estadual de Línguas e Cultura Francesa  Danielle Mitterrand.

Fables Ésope




Un avare réalisa tout son bien et en fit un lingot d’or qu’il enterra dans son jandin: il y enfout du même coup son âme et toutes ses pensées.
Et dès lors, chaque jour, il venait inspecter son trésor.
Un de ses ouvriers ayant remarqué son manègem comprit de quoi  il s’agissait; il déterrá le longot et l’emporta. Peu après, l’avare se rendit sur le lieux. À la veu du trou vide, il se répandit en lamentations et s’arracha les cheveux. Le voyant dans cet qui affligeait l’avare, il lui dit: porquoi te désoler ainsi? Tu avais de l’or sans en avoir. Tu n’as qu’a mettre une pierre à la place du lingot et t’imaginer que c’est de l’or était là, tu n’em faisais pas usage.
Celui-la n’a rien, qui possède dans jouir.

Jean de la Fontaine


Para os que como eu,  apreciam os textos no original.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

O MENINO QUE NÃO QUERIA IR PARA A ESCOLA


Por Nanin Loustau

Era uma vez um menino muito lindo, inteligente e esperto.
Mas andava meio preguiçoso ultimamente, não queria ir para a escola, todos os dias inventava uma desculpa nova, e acreditem eram todas muito convincentes.
_Estou com dor de cabeça hoje mamãe, não posso ir para a aula.
Ou então dizia:
_Hoje estou com dor de barriga, não posso ir para a escola assim.
O garotinho, Inventou dor de ouvido, dor de garganta, dor no pé, tinha inclusive uma lista de desculpas.
A mãe sempre muito atenciosa e preocupada, queria  leva-lo ao médico, mas como um passe de mágica, o menino melhorava de repente.
Quando resolvia ir, nem copiava a matéria no caderno, pois era muito cansativo, só tirava foto com celular, muito mais fácil!
_Eu sou ou não sou esperto? Pensava.
Certo dia, como de costume, ao aproximar-se a hora de ir para a escola, o menino começou a dar voltas, enrolando em arrumar a mochila, tomar banho, almoçar, escovar os dentes, e o tempo foi passando, até que não dava mais tempo de ir para o colégio,
_Hehehehe!  mais uma vez vou ficar em casa!
Imaginando mais um dia recheado de divertimentos.
Planejando jogar vídeo game, ou então, bater uma bolinha com um vizinho no campinho, comer doces assistindo desenho, Netflix, e é claro, fazer selfies para enviar no whatsap aos coleguinhas da escola.
Pensando....
_ todos Irão ficar com inveja, por que fiquei em casa brincando.
Mas a mãe que andava  meio desconfiada, das desculpas do menino, que fazia de tudo para não ir para a escola, pensou....
_Pois muito bem, já que ele vai ficar em casa, vou fazê-lo ajudar-me nas tarefas domésticas!
_Fulano, venha cá!
_Tenho algumas tarefas para você. Disse-lhe mãe.
O menino olhou, de soslaio.
_Que tarefas? Perguntou agoniado.
_vá levar o lixo lá fora!
Levou o lixo rapidamente, e voltou perguntando:
_Já posso ir jogar vídeo game?
_Negativo! Exclamou a mãe.
_Agora você lave a louça.
Ao terminar de lavar a louça, já ia saindo de fininho para jogar, quando a mãe, retrucou:
_Ainda não terminou! falta você  ajudar-me a dobrar as roupas, arrumar as camas, varrer a casa,  passar pano no chão e fazer o café.
_Quando terminou de ajudar a mãe, já eram cinco e meia da tarde, praticamente o horário da saída da escola.
Pingando suor de tanto calor, e esbaforido de cansaço, o menino pensou:
_Aff, deus me livre! Nunca mais quero faltar às aulas, é muito melhor ir estudar do que ficar ajudando minha mãe nos afazeres domésticos.
-Já percebi que é melhor estudar!
A partir desse momento, nunca mais quis faltar a escola, agora dedica-se aos estudos, tira boas notas, faz natação  e joga futebol profissional, já ganhou até medalha.
O menino, compreendeu que a escola é o melhor caminho sempre!

FIM





terça-feira, 10 de julho de 2018

EL POETA Y LA NIÑA

Recontado por:  Nanin Loustau 
Cuentan los más antiguos de la Ciudad de Guatemala, que habia una niña hermosa que se llamaba Maria Garcia Granados y Saborío, hija del gran General y presidente del país, Miguel García Granados.
 Ella estudiaba en una Escuela unicamente para niñas,  donde se dedicaban a tocar el piano, bordar, bailar,   escribir poemas,  aprendian francês;  la educación para las nenas en esa época (1870) era muy especial y adequada para el hogar.
El tiempo pasó y Maria creció.
Como toda adolecente, era hermosa, su cabelo era largo y usaba peinado de flores,  sus ojos eran negros y profundos.
Cierto día llegó a la ciudad un chico precioso, con buenos modales, perfumado y muy inteligente, era poeta, se conocieron en una ronda de conversación que ocurrian en su casa en esos tiempos,  el Gral solia invitar a la sociedade guatemalteca para entretenimeinto en las tertúlias nocturnas, si, porque en esa época no habia ni celulares, ni cine, tampoco televisión, pero no era tan aburrido como se cree.
La niña como habitualmente la llamaban, se divertia admirando por la ventana a los transeuntes, la moda, los carruajes lujuosos,  las damas y caballeros que por allí vivian, tocaba al piano buena música, bueno como les iba contando..... la niña, se enamoró perdidamente por el joven que se le habia presentado, se llamaba José Martí, y le decian el poeta.
El recién llegado a la ciudad acudió a Maria, para que le contara sobre las artes, sus cosas preferidas, eran dias espetaculares, los mejores, los jovenes pasaban las tarde en conversaciones interminábles en el pátio de la casa.
Resulta que un cierto día José sin avisar a nadie se marchó.  En ese mismo día Maria lo espero toda tarde, y él no apareció, lo esperó a la noche y nada de nada.
 La niña mientras lo esperaba, escribia poemas y pensaba en él todas las horas del día, el apetito se le fué, las ganas de salir a pasear también, nada tenía la mínima gracia sin él, y si salia, iba con uma puntita de esperanza de encontrarlo.
Algunos meses se pasaron , hasta que un día su mejor amiga entra corriendo en la casa y dice:
 _María, María!
_ José volvió!
_Está en la ciudad, yo lo vi!!!
Maria la miró, y con el corazón pulsando de felicidad sin poder creerlo dijo:
_José tardó mucho en volver, y yo me he quedado aqui, esperándolo , y lo esperaria hasta los últimos días de mi vida! 
En esta edad todo es tan grave y urgente. 
Maria anhelaba reencontrarlo, se puso su mejor vestido, uno que la hacia parecer una princesa de cuentos de hadas, lucia una vincha de perlas y florencillas rosas.
Cuando Maria se asomó a la ventana, ve a sua amor con otra, paseando de la mano por la calle.
La encantadora niña ni sospechaba que él estaba comprometido con otra chica, y que esta lo esperaba en un otro país de Centro América, no muy lejos de ahí,  volvieron casados.
No podia creer lo que veia ante sus ojos, rapidamente decidió escribirle un mensage, con los ojos llenos de lágrimas y herida  a muerte en el corazón.
_José ; te estube esperando todo este tiempo, necessito verte, urgente!  Yo estaré a las 17h en el lugar de siempre.   Tu Niña
Y por um mensajero le envió un sobrecito perfumado.
A las 17 h estaba en el lugar que siempre solian encontrarse, pero él no apareció, deserperada de amor, y com un nudo en la gargarta, sin pensar en nada, caminó, caminó hasta sus piés tocaren el agua, en esse momento miró hacia adelante y vió el suntuoso rio, siguió caminando hasta que flotó en el inmensidad, esa fué la última vez que fué vista con vida, la sacaron del rio, cerca de la media noche y decian:
_” La niña de Guatemala se murió de frio”.
Aún, decian otros:
_“La niña de Guatemala, se murió de amor”,
Al dia siguiente, toda la ciudad se habia enterado de su muerte, una multitud siguió el cortejo fúnebre, llebavan flores, cantaban novenas, suas  amigas y maestros comparecieron, entre ellos  estaba José Marti que también fué a despedirse.  El gran General estaba desconsolado, murió poco tiempo despúes de la muerte de sua hija, cayó en una tristeza profunda.   




José Marti

Maria Garcia Granados
















Esta trágica história ocurrió en la Ciudad de Guatemala en el año de 1878, está baseado en hechos reales, y traducido en un poema de José Marti.
Es un recuento infanto-juvenil y está dedicado a mis sobrinas, Sol Choi y Emanuelle Loustau.


 Referencias Bibliográficas



María García Granados Saborío.

Miguel García Granados Disponível em https://es.wikipedia.org/wiki/Miguel_Garc%C3%ADa_Granados#Biograf%C3%ADa Acesso 10 jul 2018


Imagens.José Martí. Poemas. https://www.poemas.de/la-nina-de-guatemala/













domingo, 15 de abril de 2018

EL BICHO DE LA ALMOHADA



Recontado por : Nanin Loustau 

Habia una vez un niño hermoso, gordito y muy alegre  que vivia con su família en el interior del Uruguay, al completar siete años sus padres quisieron ir a vivir en la Capital (Montevidéo) para mejores condiciones de negócios y estúdios.
Compraron una casa amoblada que parecia un palácio, con pátio y jardín, con lindas flores de colores.
La habitación del niño era llena de juguetes antíguos, pertenecientes al dueño anterior.
Paulatinamente el niño empezó a adelgazar, su estado pareceria como si hubiese contraído una anémia, los padres muy preocupados llamaron al  médico,  que le recomendo reposo, el chico fué adquiriendo una debilidad, no tenía fuerza para salir a jugar, ni para ir a la escuela y casi no comia.
Dormía por largas horas, y a cada día su salud  empeoraba, pasado exatamente un mês, el niño murió, flaquito de tan debilitado, sin causas concretas.
Los médicos dijeron:
_ Posiblemente haya sido una anémia profunda señores! Lamentamos mucho!
Los padres estaban extremamente tristes.
A la mañana sigueinte, cuando la sirvienta entró a la habitación para arreglarla, observó que em la almohada del niño habian unas gotitas de sangre, se asustó y llamó a los padres del chico:
_ Doña Lucila, Don Facundo!
_Miren la almohada del niño!  
Entonces les mostro las manchitas de sangre, Don Facundo muy intrigado dijo:
_Traigan um tijera rápido! Vamos a ver!
Don Facundo cortó la funda, y la sirvienta casi se desmajó de horror.
Adentro de la almohada había um bicho monstruoso, peludo, com uma boca bien chiquita y dientitos afilados, de un color rojo enegrecido, y todos los días le succionaba la sangre al pobre niño.
Estos bichos suelen estar escondidos em almohadones antíguos.

Esta história está baseada en el cuento “El almohadón de Plumas” de Horácio Quiroga, escritor Uruguayo.