terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A LITERATURA DE CORDEL PARA A INFÂNCIA


Atualmente realizo pesquisa sobre Literatura de cordel para a Infância. Com o estudo tenho como intuito apresentar e identificar obras e autores que produziram literatura de cordel especialmente para a infância.
Inicialmente em meios bibliográficos – especialmente livros e jornais – a pesquisa já atingiu meios digitais: sites sobre o tema, dissertações e teses publicadas em sítios de universidades.
Um dos aspectos considerados foram as renovações e modificações que os livros apresentaram ao longo do tempo, seja por modernidade ou por exigência do mercado editorial.
Observei, até agora, que há fusões entre a literatura erudita e as narrativas populares cotidianas, temas como aventuras, política, amizade e amor são frequentes neste tipo de escrita que tem como características a rima, métrica e o humor.
A investigação iniciou-se em 2016, após a leitura Folhetos de Cordel, Experiências de Leitores/ouvintes (1930-1950)” da série “O Jogo do Livro”.



Nanin Loustau O.
03/01/17

domingo, 3 de julho de 2016

# Chapeuzinho Vermelho


Recontado por: Nanin Loustau


Era uma vez.....
Uma linda menina, que vivia com a sua mãe.
Usava um precioso capuz vermelho, que ela e a sua avó haviam comprado pela internet.
Certo dia, sua mãe lhe disse:
_ Vá visitar sua avó, e leve esta cesta com frutas e doces, preste atenção no caminho, e não converse com estranhos.
Chapeuzinho rapidamente atualizou o status: #partiucasadavovó.
O lobo que era muito esperto, visualizou o perfil do look-book e ficou a espreita.
Quando a doce menina aproximou-se, ele perguntou:
- Aonde vai com tanta pressa chapeuzinho?
-Vou para a casa da vovó, levar doces e frutas, respondeu a educada menina.
-E, na casa da sua vovó tem WI-FI?
-Oh! Tem sim!
-Qual é a senha? Perguntou o Lobo
- Vó Zeferina, com minúscula, tudo junto.
O Lobo disse:
- eu vou por aquele caminho ali,  e você, vá pelo outro.
Quem chegar primeiro, avisa pelo whatizap.
O lobo chegou primeiro, é claro, e logo mandou mensagem se fazendo passar pela chapeuzinho
Lobo:
_Estou chegando.
Vovó:
_Irei deixar a porta encostada, minha neta. Respondeu a bondosa senhora.
O lobo, aproveitando-se desse descuido, entrou o mais rápido possível, e devorou a vovó, num instante.
Enquanto isso.......
 A menina distraía-se, respondendo mensagens no celular, tentando animar o Pinóquio que estava, #se sentindo de madeira.
Curtiu #Os Três Porquinhos de dieta.
A Rapunzel que andava voando as tranças, postou, #passeando no shopping.
Ficou jogando no celular, pela estrada afora.
A menina, acabou percorrendo um caminho muuuito mais longo, do que o Lobo havia indicado.
Quando chapeuzinho, chegou na casa da vovó, bateu palmas: clap, clap, clap.
Vovó, sou eu, chapeuzinho vermelho!
-Como demorou!!!.... pensou o Lobo.
-Entre, a porta está encostada, minha netinha amada.
Chapeuzinho, iniciou a conversa com a vovó, numa velocidade 3G.
-"Vovó, que orelhas grandes você tem!"
-São para ouvir o celular, quando você chamar, meu bem.
-"Vovó, que olhos grandes você tem!"
-São para visualizar melhor suas mensagens, minha neta.
-"Vovó, que mãos grandes você tem!"
-São para digitar melhor e mais rápido, minha querida.
-"Vovó, que boca grande e dentes enormes você tem!"
-"São para te comer!"
Mas antes, fez uma selfie, e postou na rede social do momento. Chapeuzinho, caiu na boca do lobo!  Que a devorou num piscar de olhos. 
Depois de satisfeito, saiu assobiando.
E carregou consigo, dois celulares, um tablet, e algumas economias da vovó.
A polícia procurou o Lobo, mas nem rasto, isso por quê, essa espécie é muito rápida e sorrateira.
O moradores da cidade ficaram muito triste com o acontecido, e todos postaram no seu look-book: com o plano de fundo vermelho.
#hojesomostodos#chapeuzinho.

FIM


Ilustração: SOL CHOI

A ilustradora é minha sobrinha ,Sol Choi tem sete anos, e este desenho viajou por e-mail de Rosário na Argentina até Macapá /Brasil. 
Mis gradecimientos!







terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Estado Islâmico uma catástrofe política

                                                                          Por: Nanin Loustau

Depois de vários atentados que recentemente tem ocorrido no mundo, ameaças, execuções, senti uma necessidade de aprofundar-me mais sobre o tema, e resolvi escrever de uma forma sucinta, sobre o destemido e perverso Estado Islâmico.
O que se entende por Estado Islâmico? Quem financia o poderio de armas? e como esse grupo se organiza?
Segundo os Jornais, e documentários o Estado Islâmico” (EI) ou “ISIS” é um grupo extremista salafista, Sunita, assustadoramente violento, atuante na síria e no Iraque, e vem aterrorizando civis e desafiando às autoridades mundiais.
Sua organização está formada por um líder, que se denomina Califa, ou seja, o líder religioso supremo de todos os muçulmanos na terra, e sucessor do Profeta Maomé.  
Abu Bakr Al-Baghdadi, é proprietário de uma vasta ficha criminal, liderou ataques terroristas significativos como os na França em 2015.
Al- Baghdadi é um excelente estrategista, uniu força com militares do ex-ditador Saddam Hussein, e aproveitou o conflito entre rebeldes sírios, que tentam destituir o presidente Bashar Al- Assad.
O Estado Islâmico, fortificou o seu poder de alcance através da internet, em recrutar crianças e jovens muçulmanos, ou convertidos ao grupo, desiludidos com a vida, pois são suscetíveis às investidas fanática, e tem por missão: exterminar os xiitas (facção rival), e todos os que se oporem ao grupo. No território aonde agem, implantaram tribunais de julgamento sob a lei islâmica Sharia.
Os extremistas são financiado através dos sequestros que promovem, impostos cobrados em reservas petrolíferas, contrabando, roubos e com isso, vem conquistando um poder de fogo respeitável.
A Política no oriente médio, é bem complicada, para nós ocidentais, por estar vinculada à religião, as leis estão estabelecidas a partir da crença. Depois de vasta pesquisa sobre o assunto, estou certa de que o Estado Islâmico não representa os muçulmanos.
Para cometer as atrocidades que praticam e que fazem questão de exibi-las ao mundo como troféus,  “supostamente” estariam respaldados no Alcorão, livro sagrado da fé islâmica, o que é uma falácia, o fanatismo do Estado Islâmico, é muito mais por poder e terror, do que para impor uma crença religiosa, estejam certos disso.
Queridos leitores, termino esta crônica de política indicando dois livros : “O sistema Islâmico de Governo” e “O que é o Islã ?” do autor Imam Muhammed shirazi,   que ajudam a entender melhor, uma das religiões mais polêmicas e mal compreendidas do mundo.




 Fontes bibliográficas:

http://noticias.terra.com.br/mundo/desvende-o-estado-islamico/











segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

"Pelotas"

Por: Nanin Loustau

 Pelotas, 22 de agosto de 2015

Caminhando pelas vielas da cidade, deparei-me com a formosa arquitetura, as casas, os mimos, os cafés, estabelecimentos que resistem, a época.
Os ilustres cidadãos de porte elegante, dão o tom à cidade, e os seus visitantes mesclam-se e destacam-se, ocasionando um charme todo especial às ruas.
As suas fontes, sempre reúnem admiradores, reparou? Como parecem inspirar, os jovens, os idosos, os casais de namorados, a serem felizes.
A cidade parece ostentar orgulhosa seus prédios históricos, extremamente visitados, alguns até ignorados pela vista, mas não menos interessantes.
Quando ao anoitecer, a lua clareia suas ruas de pedra sabão, arrebata a alma, e a paixão torna-se latente.
No oculto Teatro Sete de Abril, uma das construções mais belas, erguido na época de ouro pelotense, a arte era contemplada com sabedoria, infelizmente o tempo é inimigo das belas obras, traz consigo à ruína, mas nós, os humanos inventamos o restauro, para que o tempo não seja sentido, só datado.  A antiguidade tem seu valor.
Enquanto faço meu passeio, nesta formidável tarde de inverno, meus olhos deliciam-se com a arquitetura, e no paladar um delicioso chocolate, em dias assim é permitido.
 Já experimentou? É altamente eficaz contra o tédio ou estresse.
Tenho certeza de que aquele que fizer isso em Pelotas, contemplará a cidade com outros olhos, com os olhos da alma.
Foi um privilégio muito grande ter conhecido a “Princesinha do Sul” e seus extraordinários habitantes.

Este pequeno texto, fiz em homenagem e agradecimento aos Pelotenses.

                                                       FONTE DAS NEREIDAS




CAIXA D'AGUA 





TEATRO GUARANY




MERCADO CENTRAL AO FUNDO E PREFEITURA


MUSEU DA HISTÓRIA NATURAL CARLOS RITTER















BIBLIOTECA PÚBLICA PELOTENSE


BPP SALA DE ESTUDO


BPP PARTE SUPERIOR, AONDE FICAM OS ACERVOS MAIS ANTIGOS, JORNAIS DE 1879.



BPP

NÃO É SEGREDO PRA NINGUÉM QUE EU AMO ESTE ESPAÇO, AQUI FICAM OS LIVROS DE LITERATURA.

DENTRO DA BIBLIOTECA TAMBÉM HÁ UM MUSEU, CONHECI MAS NÃO É PERMITIDO FOTOS, VALE A PENA CONHECER!





TETO DE ENTRADA DA BPP



TEATRO SETE DE ABRIL


AS DOCERIAS






PRAÇA CORONEL PEDRO OSÓRIO





MUSEU DE ARTE LEOPOLDO GOTUZZO


 RESPIRA-SE CULTURA E ARTE EM PELOTAS


PRÉDIO MERCOSUL



CASARIO HISTÓRICO


GRANDE HOTEL






LOJA NO MERCADO CENTRAL

MERCADO CENTRAL POR DENTRO



BIBELÔS E LEMBRANCINHAS DE PELOTAS
OS LIVROS AO LADO SÃO ÓTIMOS








Imagens: Nanin Loustau

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O Everest Literário

Por: Nanin Loustau 

Como exaurir a essência da literatura?
 Isso seria possível?

Somo como os colibris, sempre sequiosos e avaros, à procura de extrair o néctar delicado e fino das flores mais raras e estonteantes que existem na terra.
Ou então, como alpinistas, colecionadores de emoções.

É a excelência da obra, que a faz imortal , e por esse motivo essas raridades perduram, não necessitando ser um  clássico para compor o mais alto grau de opulência que merece, é esse o caráter incondicional, atrativo e abstrato que a Literatura suscita.

Quem pode avaliar o peso do êxtase? ou medir o incomensurável ?

Quando lemos, somos arrebatados por um prazer indescritível.  
Essa sensação, só os gênios da Literatura são capazes de proporcionar, a nós leitores..........cosmopolitas, não necessitamos passaportes, tampouco naves,  para conhecer as galáxias, o mais profundo dos abismos, as paixões, as tragédias, a beleza, os mais altos cumes, me denomino alpinista literária, só escalo o que me atrai e desafia, abandonando-me sem pudores, absolutamente entregue aos ventos e aos rumos de cada obra.

sábado, 21 de novembro de 2015

Reflexões....

                                                                                                      Por Nanin Loustau

Ser professor é construir-se à partir da teoria, mas o que faz um professor ser um professor é a prática, é a prática que lhe dá esse título.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Burlesco

Por: Nanin Loustau

Burlesco é tudo aquilo que trata de burlar a inteligência humana de forma escarnecedora. 
Acompanhar através da mídia,  os corruptos desviarem dinheiro público, e logo após, aumentarem os impostos, certos da impunidade.
Os estatutos estão cheios de direitos, mas pouco se tem sensatez para fazer uso deles.
Burlesco é assassinar e responder em liberdade por ser réu primário.
As brechas da lei foram articuladas propositalmente?
Evidente! sem elas a partida “com regras”  não teria graça.
A defesa? os direitos ? o amparo?
Nós, temos direitos?
A paciência,  parece ser a única, a ter direitos.
O sistema faz de nós os bobos da sua corte, divertem-se e riem-se.
Que odor fétido exalam certas atitudes humanas!
Suas melindres disfarçadas de altruísmo ( empurro mas finjo que ajudo)
A máfia das relações combinadas a uma quadrilha de enganos.
E nós ......a mercê do destino!
E toda essa omissão de delitos, encorajou-me a refletir sobre:
Crimes versus cidadãos de “bem”
Diga-me uma coisa, acaso alguma vez  não cometeu um pequeno crime? Um crime leve?
Quem sabe, uma calúnia, uma ameaça em tom de brincadeira, uma modesta difamação, em um humilde desabafo, mesmo que íntimo, em confiança à alguém?
Crime latente, não  revelado , aos olhos da justiça = cidadão de “bem”.
Do “bom e mau” (1), nasce então o Cidadão “de bem” altamente reativo, necessitando apenas de uma circunstância ou oportunidade. 
Suponha que a maioria considera dessa maneira: o que não é descoberto está oculto, de resto é torcer para que permaneça assim.
Aqui jaz um crime, quando lembrado, recebe flores; pensa o cidadão “de bem”.

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1. Nietzsche A genealogia da moral.