quinta-feira, 9 de abril de 2015

Crônica


                                                                                      Por :Nanin Loustau

Episódio l                                             

                                                             
                                                                    

O silêncio dominava o ambiente, tão absolutamente proprietário do lugar. Dir-se-ia.

Até que Virginia expulsou-o quase que a pontapés, barulhenta e com fortes argumentos, acreditem, precisava ela fazer um comunicado para o pessoal, e são sempre todos de caráter emergenciais, quando não está contando uma de suas histórias engraçadíssimas, diga-se de passagem; da outra vez rolou até um convite, no qual iria participar da garota Plus size.

É, perceberam que Virginia é exuberante? , suas formas todas condizem com sua personalidade, ela é extremamente afável, generosamente expansiva, super bela, é autêntica, e não segue padrões, eu diria é feliz!

Outrora, levantou-se contra ela , um falatório descabido, presumam vocês!

Nervosíssima, e determinada, tinha pressa em defender sua honra e com razão, aflita, queria um pronunciamento público, imaginem, aquilo mesmo é que não poderia esperar, ruborizava-se, a amiga ao lado insuflava-lhe, algo do tipo:
-- não deixe barato!  Ah! se é comigo.

Até que finalmente foi-lhe concedido um espaço de tempo para que houvesse o desabafo, que começou assim:
--“vamos colocar os pingos nos ii”

Irei me abster dos pormenores, pois acredito até que exagerou um pouquinho.

Bem, ao passo que esclarecia as  fofocas maledicentes, e o bullyng que sofria, declarava o seu amor pelo namorido como ela costuma carinhosamente referir-se a ele, achei lindo, romântico até.

Deveria este ficar envaidecido pela sôfrega confissão.

As intrigas costumam fazem parte do cotidiano, e com o uso da internet torna-se ainda mais violento o dizquemedisse , contudo sabemos que Virginia é honestíssima.

Gosto quando estamos por vezes amargando longas horas o silêncio, e este é interrompido, sacudido e atirado pela janela por minha amiga Virginia a heroína desta crônica.


















































                                                                                                

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